domingo, 23 de maio de 2010

Amizade

Talvez Canção da América seja a canção que melhor exprima o que é uma verdadeira amizade. Temos que guardar amigos dentro dos nossos corações, a sete chaves.
Tenho muitos amigos. Amigos de longa data, amigos que conheci faz pouco tempo - embora pareça existir uma velha cumplicidade.
Amigo é aquele que embora muito distante, sempre está perto de nós. E, quando nos encontramos, parece que o tempo voa e que a conversa nunca ficará em dia. Mas não faz mal, nos afastamos, mas não nos separamos. Haverá sempre outro bom papo.
Amigo mesmo não nos oferece uma carona no guarda-chuvas. Amigo entra na chuva com a gente, enfia o pé na poça, corre na chuva, vive junto a experiência.
Amigo é aquele que consola nossos corações e também nos dá a devida bronca. Sabe ajudar sem nos inundar com palavras e conselhos chatos. Amigo sabe a dose certa. Muitas das vezes, só um olhar já é o bastante.
Amigo a gente escolhe, tal como a raposa escolheu o príncipe e, daquele momento em diante, “nossa vida será como que cheia de sol” e jamais estaremos sozinhos.
Forrest contou à Jenny que avistou lindas paisagens enquanto corria sem destino. Ela ao ouvi-lo, disse-lhe que gostaria de ter estado com ele naqueles momentos. Forrest respondeu à Jenny: - Você sempre esteve.
Amizade é mágica, não é enfadonha. Grandes amigos podem passar anos sem se ver e até mesmo sem se falar. Isso não importa, nunca haverá cobranças, porque um grande amigo sempre estará nos nossos corações e isso já é o bastante.
Obrigado por tudo meus amigos.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Mãe

Todo mundo tem uma mãe - ou pelo menos já teve.
Gosto muito da poesia Para Sempre, do Drummond, que nos fala simples e sabiamente do desejo que temos de eternização das nossas mães.
Tive a oportunidade preciosa de ter uma mãe dedicada, que me levava à escola, que me deu palmadas, me ensinou a rezar, a obedecer aos mais velhos. Minha mãe me ensinou a me cuidar e a me importar sinceramente com as outras pessoas. Sou uma pessoa privilegiada pela mãe que tive.
Sinto tristeza pelas pessoas que não conheceram suas mães. Infelizmente a vida não é tão fácil para todo mundo. É uma pena que não haja tantas mães que ainda ensinem seus filhos a rezar, a ter obediência, a cuidar dos outros. São poucas as mães que levam seus filhos à escola, que conhecem as outras mães dos colegas de sala de aula, que podem ainda sentar com seus filhos para examinar o caderno da escola.
A vida moderna nos imprime um ritmo um tanto predador: corremos atrás do dinheiro para o conforto do nosso lar. Muitas mães fazem parte desta corrida e, por circunstância das obrigações, não têm como acompanhar os momentos mais preciosos das vidas dos seus filhos. Inevitavelmente esses filhos vão crescer e talvez nunca saibam o que é dormir à tarde, mesmo que obrigados, abraçados com a mãe depois de tomarem um mingau de Maizena coberto com canela em pó.
Obrigado mãe por tantas lembranças boas.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Habilidades

Todo mundo tem uma habilidade.
Romário nasceu para o futebol, Schumacher para Fórmula 1 e ainda nasce um Leonardo da Vinci, que realmente foi um sujeito fora da curva.
Sempre me pergunto: Em quê sou realmente bom?
Pelo que me lembro, tudo começou com um João Bobo. Meu avô presenteou meu irmão com este brinquedo novo, entretanto ele nunca teve a oportunidade de usá-lo: furei o João Bobo com um elefantinho de plástico, que vinha sobre o doce Maria-mole.
Esta sina de destruidor sempre me incomodou.
Minha tia havia comprado uma televisão nova, para o azar dela pifei a televisão sem ao mesmo ela ter visto funcionar uma única vez. Fui instalar o aparelho e deixei fragmentos de fio da antena cair dentro da televisão. Foi só ligar e escutar uns estalos. O cheiro de queimado tomou toda a casa. Abri as janelas, as portas e pedi meu irmão (aquele do João Bobo) para descer do telhado e me ajudar, pois enquanto ele tentava ajustar a posição da antena, lá embaixo eu já tinha dado cabo à televisão.
Cresci arrancando rodas de carrinho de briquedo, quebrando descarga de banheiro. Já provoquei curto-circuito em projetor de slides, coloquei fogo em choupana de pescador, abri um buraco com ferro de passar no cobertor de hotel.
Faz pouco tempo que comprei um GPS e já o estraguei por duas vezes - um curto-circuito e uma tela quebrada. Já estou me convencendo que sou bom nisso. Será essa minha vocação? Tocar violão, jogar xadrez, cantar, dançar, jogar futebol, jogar volei, cozinhar são áreas que até já insisti, mas meu senso crítico foi mais forte que a minha perseverança.
Sinceramente não penso em deixar de buscar algo em que eu seja realmente bom. Vou insistir nesta procura.
Acho que nem a mãe do Schumacher concorda que ele leva jeito para o futebol e com certeza o Romário não se destaca por ser um grande piloto.
Enquanto não descubro a minha habilidade nata, você me empresta seu relógio para eu fazer um teste?

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Sigo em frente

Vai que dá certo! Fica aquela vozinha metida a consciência alfinetando a mente, tornando insuportável sair indiferente ao novo, ao desafio que nos arranca a serenidade para jogá-la dentro de um turbilhão.
O medo nem sempre é ruim. Nos livra de dentadas de cachorro, do carrinho na canela nas bolas divididas, das discussões de trânsito e até mesmo do balde na cabeça que cai da escada.
Enfrentar nossos temores requer uma visão um pouco mais audaciosa, que propicia novas experiências, que nos coloca em um novo patamar, onde voltar já não é mais possível.
Escrevi tudo isso para dizer que me arrisquei ao escalar um paredão. Na verdade, hoje foi o meu segundo dia apertando aquela campainha no ponto mais alto, mas certamente foi uma sensação tão prazeroza quanto da primeira vez.
Foram algumas aulas tentando, mas sempre descia quando olhava para baixo. As pernas falseavam, o coração palpitava e suava frio. Com muito incentivo do professor e um pouco de persistência, cheguei lá. Gosto disso: de passar fases, quebrar etapas e despertar o novo e desconhecido.
Medo de altura sempre foi meu Calcanhar de Aquiles. Talvez em não tenha somente dois calcanhares. Pensando bem, tenho muitos Calcanhares de Aquiles. E daí? Próximo!