Todo mundo tem uma habilidade.
Romário nasceu para o futebol, Schumacher para Fórmula 1 e ainda nasce um Leonardo da Vinci, que realmente foi um sujeito fora da curva.
Sempre me pergunto: Em quê sou realmente bom?
Pelo que me lembro, tudo começou com um João Bobo. Meu avô presenteou meu irmão com este brinquedo novo, entretanto ele nunca teve a oportunidade de usá-lo: furei o João Bobo com um elefantinho de plástico, que vinha sobre o doce Maria-mole.
Esta sina de destruidor sempre me incomodou.
Minha tia havia comprado uma televisão nova, para o azar dela pifei a televisão sem ao mesmo ela ter visto funcionar uma única vez. Fui instalar o aparelho e deixei fragmentos de fio da antena cair dentro da televisão. Foi só ligar e escutar uns estalos. O cheiro de queimado tomou toda a casa. Abri as janelas, as portas e pedi meu irmão (aquele do João Bobo) para descer do telhado e me ajudar, pois enquanto ele tentava ajustar a posição da antena, lá embaixo eu já tinha dado cabo à televisão.
Cresci arrancando rodas de carrinho de briquedo, quebrando descarga de banheiro. Já provoquei curto-circuito em projetor de slides, coloquei fogo em choupana de pescador, abri um buraco com ferro de passar no cobertor de hotel.
Faz pouco tempo que comprei um GPS e já o estraguei por duas vezes - um curto-circuito e uma tela quebrada. Já estou me convencendo que sou bom nisso. Será essa minha vocação? Tocar violão, jogar xadrez, cantar, dançar, jogar futebol, jogar volei, cozinhar são áreas que até já insisti, mas meu senso crítico foi mais forte que a minha perseverança.
Sinceramente não penso em deixar de buscar algo em que eu seja realmente bom. Vou insistir nesta procura.
Acho que nem a mãe do Schumacher concorda que ele leva jeito para o futebol e com certeza o Romário não se destaca por ser um grande piloto.
Enquanto não descubro a minha habilidade nata, você me empresta seu relógio para eu fazer um teste?
quarta-feira, 28 de abril de 2010
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